São Paulo – Brasil
16, 17 e 18 de outubro de 2008
Hotel Jaraguá
Realização - Instituto Envolverde
Objetivos
O movimento pela sustentabilidade tem na comunicação um de seus principais desafios. Profissionais ligados à mídia e às estruturas corporativas de comunicação ainda encontram dificuldade em trabalhar com os conceitos relacionados à responsabilidade socioambiental e à sustentabilidade.
Uma aceleração do movimento da sociedade brasileira e latino-americana em direção a um modelo de desenvolvimento sustentável precisa, necessariamente, da participação dos profissionais ligados à comunicação e à mídia.
O I Encontro Latino-americano de Comunicação e Sustentabilidade vai reunir cerca de 300 profissionais de comunicação, jornalistas, relações públicas e publicitários, para o debate dos conceitos que devem permear as mudanças de paradigmas necessárias ao desenvolvimento e à perenidade dos negócios dentro dos critérios da sustentabilidade econômica, social e ambiental.
Formato
Este encontro será realizado com três vertentes temáticas, de forma a abordar os principais temas relacionados à sustentabilidade na América Latina:
* Amazônia
* Água
* Energia
Curadores
* Luciano Martins Costa
* Adalberto Wodianer Marcondes
* Fátima Cardoso
Apoios
*
* IPS - Agência Inter Press Service
* Projeto Terramérica
* Agência Envolverde
* Revista Idéia Socioambiental
* Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais
* Rede Latino-Americana de Jornalistas Ambientais
* Rede Brasileira de Informações Ambientais
* Revista Eco 21
* Revista do Meio Ambiente
* Ruschel & Associados
* Ecofit
* Grupo Eco
* Mais Projetos
* Maxpress
Patrocínios já confirmados
* Tetra Pak
* Fundação Banco do Brasil
* Petrobras
Rádio oficial do evento
Rádio Eldorado
Sobre o Instituto Envolverde
O Instituto Envolverde foi criado para atuar na formação e capacitação de profissionais de comunicação sobre temas relacionados à responsabilidade socioambiental e à sustentabilidade. É ligado à Revista Digital Envolverde, que, desde janeiro de 1998 publica diariamente reportagens e artigos sobre o tema.
PROGRAMAÇÃO
16 DE OUTUBRO - AMAZÔNIA
8h00 – Credenciamento
9 horas – Abertura
Adalberto Marcondes da Envolverde
Fernando Von Zuben da Tetra Pak
9h15 - Palestra Magna: Marina Silva - senadora e ex-ministra do
meio ambiente
10h00 - Intervalo
10h30 – Mesa redonda: Amazônia e Sustentabilidade
Moderador: Adalberto Marcondes
Adalberto Veríssimo — Imazon
João Meirelles – diretor do Instituto Peabiru
Ricardo Young – Instituto Ethos
Nelson Cabral - Petrobras
12h30 – Almoço
14h – Mesa redonda: Sustentabilidade na Mídia
Moderador – Ricardo Voltolini
Mario Lubetkin — IPS
Ladislau Dowbor – PUC
Luciano Martins - jornalista
16h00 – Intervalo
16h30 – Mesa redonda: Sustentabilidade como Conceito
Moderador — Vilmar Berna
Fernando Almeida – CEBDS
Rogério Ruschel – consultor em RSE e comunicação
Nemércio Nogueira — Alcoa
17 DE OUTUBRO - ÁGUA
8h00 – Credenciamento
9 horas – Palestra Magna José Machado -- Insumo Econômico e Direito Social
10 horas – intervalo
10h30 – Mesa redonda: Água no século XXI
Moderador: Fátima Cardoso
Daniel G. Allasia Piccilli — Global Water Partnership
Rosane Aguiar – Gerente de Meio Ambiente da Petrobras
Representante da Klabin
Pedro Jacobi — Procam-USP
12h30 – Almoço
14h00 – Mesa redonda: mudanças climáticas
Moderadora — Fátima Cardoso
Carlos Nobre — INPE
José Gylvan Meira Filho — Instituto de Estudos Avançados
José Goldemberg — USP
Marcelo Leite — jornalista, Folha de S. Paulo
16h00 – Intervalo
16h30 – Mesa redonda: Comunicação corporativa da sustentabilidade
Moderador – Andréa de Lima
Fabio Feldmann – Fórum Paulista de Mudanças Climática e Biodiversidade
Homero Santos — consultor em sustentabilidade e RSE
Luiz Fernando Neri – Gerente de Comunicação Nacional da Petrobras
18 DE OUTUBRO - ENERGIA
8h00 – Credenciamento
9 horas – Palestra Magna: Dilma Roussef – Caminhos energéticos do Brasil
10 horas - intervalo
10h30 – Mesa redonda: A Energia para o Desenvolvimento
Moderador: Luciano Martins Costa
Representante da Petrobras
Karen Suassuna — WWF
Representante da CPFL
Eduardo Martins — E-labore
12h30 – Almoço
14h00 – Mesa redonda: A Energia na Mídia
Moderador – André Trigueiro
Paula Scheidt – Carbono Brasil
Roberto Schaeffer - COPPE
Celso Ming — jornalista de O Estado de S. Paulo
16h00 – Intervalo
16h30 – Mesa O Continente da Biomassa
Moderador – Alex Branco
Ignacy Sachs – professor da Universidade de Paris
Marcos Jank - UNICA
Luis Fernando Laranja – WWF
Roberto Waack — ARES
18h00 – Coquetel de encerramento
(ECOBlog / Agência Envolverde)
A Rede Ambiental do Piauí – REAPI e Fórum Brasileiro de ONGs e Movimento Sociais para Meio Ambiente e o Desenvolvimento – FBOMS realizam entre os dias 16 e 18 encontro para discutir sobre acesso à informação e justiça ambiental. O evento trata de questões nacionais e também relacionadas às questões ambientais piauienses. O Encontro tem o apoio da Embaixada Britânica, PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Ministério do Meio Ambiente – MMA.
A coordenação explica que a realização do evento no Piauí é de extrema importância, pois é uma oportunidade única de colocar as questões ambientais do Piauí para um grupo significativo de ONGs de todo Brasil. Alertam que a situação ambiental do Estado é “grave” e a capacitação de representantes ambientalistas e profissionais ligadas a área é essencial para uma melhor discussão sobre políticas públicas voltadas para o meio ambiente.
O evento faz parte do Projeto “Fortalecer acesso da sociedade civil à informação ambiental e participação em tomada de decisão”, observando três eixos principais: fortalecer acesso à informação, maior participação pública em tomada de decisão e melhor acesso à justiça ambiental.
“O Piauí é um péssimo exemplo de acesso à informação e justiça ambiental. No Estado os órgãos governamentais evitam a discussão para passar uma informação desvirtuada à sociedade. É o Estado que mais produz desmatamentos no Brasil e os órgãos responsáveis pela preservação ambiental são os que mais contribuem para a destruição do meio ambiente”. Diz Judson Barros, Coordenador do FBOMS e da REAPI.
Dessa atividade será elaborado um conjunto de recomendações para fortalecer a gestão ambiental, incluindo um plano de ação para melhor conduzir as ações de Governo e o envolvimento de outros atores sociais relevantes.
O evento começa nesta quarta-feira 16 de julho. A coordenação do evento convida interessados com as questões ambientais para participar de um debate na quinta-feira (17), para discutir sobre justiça ambiental no Piauí, abordando o cerrado piauiense e a bacia do Rio Parnaíba, biodiesel e produção de carvão e lenha.
Fonte: FBOMS/REAPI
II MOSTRA SISTEMA FIESP DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL FOI LANÇADA

A II Mostra Sistema FIESP de Responsabilidade Socioambiental foi lançada no dia 11/04/2008,
A edição deste ano, além de demonstrar, discutir e divulgar projetos pretende ampliar a participação de governos, empresas, universidades e meios de comunicação nacionais e internacionais. Ao reunir empresários comprometidos com a construção de uma sociedade melhor num espaço que propicia demonstração, discussão e divulgação de modelos de gestão que conciliem progresso econômico, social e ambiental de forma responsável e sustentável, a FIESP coloca a força da liderança da instituição a serviço da criação de um novo modelo de desenvolvimento para o Brasil acima de interesses pessoais ou setoriais.
O evento de 2008 será maior e, por solicitação das empresas parceiras, mais voltado a negócios. Além dos projetos de responsabilidade socioambiental, será apresentada uma Mostra de produtos sustentáveis. A segunda edição acontecerá nos dias 13, 14 e 15 de agosto, na Fundação Bienal,
A FIESP, por meio do seu presidente, Paulo Skaf; da diretora do Comitê de Responsabilidade Social (CORES), Eliane Belfort; e do diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA), Nelson Pereira dos Reis, acredita que ao conclamar as empresas a buscar soluções firmando um pacto pelo desenvolvimento sustentável está exercendo seu papel em prol do fortalecimento das empresas e, conseqüentemente, da inclusão social e da erradicação da pobreza no País. "Além da preocupação com economia, dados, números e juros, a FIESP tem como prioridade questões ambientais e sociais - prova disso são os trabalhos contínuos que realizamos na área, como cursos de capacitação profissional e bolsas de estudo para cerca de 130 mil crianças de Ensino Infantil e Fundamental", afirma Paulo Skaf.
O objetivo da Mostra é reunir empresários comprometidos com a criação de um novo modelo de desenvolvimento e gestão que preze pela construção de uma sociedade melhor e alie progresso econômico à responsabilidade social e ambiental. Segundo Eliane Belfort, o foco do evento deste ano é a destinação de resíduos sólidos. “A indústria será responsável, num futuro próximo, por todo o ciclo de vida de seus produtos; o quanto antes pensarmos em soluções voltadas à sustentabilidade, mais facilmente poderemos transformar um limão numa limonada”, diz a diretora.
A idéia da entidade é continuar trabalhando algumas questões que surgiram durante a elaboração da primeira edição da Mostra, como:
- quebra de barreiras não-tarifárias: barreiras sociais e ambientais que inviabilizam alguns setores da indústria brasileira, principalmente os de alta competitividade, que têm a imagem comprometida por artigos negativos na mídia internacional de forma sensacionalista
- antever soluções que respondam a uma série de políticas de resíduos sólidos já em discussão no Congresso, de forma sustentável
- Observatório da Floresta: articulações inter-federações de indústrias, inter-governamentais e Terceiro Setor para responder à demanda global sobre preservação, recuperação e manejo sustentável para o equilíbrio da Amazônia Legal
- Prêmio de Políticas Públicas: a mesma vitrine elaborada para empresas darem visibilidade a suas boas práticas, interlocutores e cadeia de produção será estendida ao Poder Público para propiciar esta plataforma de divulgação a Estados e Municípios que tenham desenvolvido políticas públicas de excelência para transformar a realidade das comunidades
Informações:
Sobre a FIESP – Intérprete do setor produtivo, a FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo é a voz que fala por 132 sindicatos patronais que representam, aproximadamente, 150 mil indústrias de todos os portes e das mais diferentes cadeias produtivas. É a maior entidade de classe da indústria brasileira.
Sobre o CORES - O Comitê de Responsabilidade Social (CORES) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) tem como missão difundir o conceito de Responsabilidade Social Empresarial como ferramenta de gestão para a competitividade, o crescimento, o lucro e a sustentabilidade. Respaldado pelo Conselho Superior de Responsabilidade Social do Instituto Roberto Simonsen (IRS), o CORES elaborou uma Agenda de Responsabilidade Social, o “Programa Sou Legal”, que propõe em três passos a discussão, a implementação e a difusão do tema junto ao industrial paulista.
Assessoria de Comunicação da II Mostra Sistema FIESP de Responsabilidade Socioambiental
ECCO – Escritório de Consultoria e Comunicação

Durante três dias, em outubro de 2008, jornalistas e profissionais de comunicação do Brasil e de diversos países da América Latina, vão se reunir
Este primeiro encontro regional é uma iniciativa da Envolverde, que em 2005 realizou o 1° Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental e vem trabalhando para tornar mais abrangentes as pautas de sustentabilidade presentes na mídia brasileira e regional. Um dos apoios mais importantes para este evento vem do Projeto Terramérica, desenvolvido pela agência Inter Press Service (IPS) e pelos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Para o Desenvolvimento (Pnud), que atua com comunicação e desenvolvimento sustententável na região desde 1995, quando circulou a primeira edição do Terramérica, focada
Este
O Encontro vai acontecer nos dias 16, 17 e 18 de outubro no Hotel Jaraguá, no Centro de São Paulo, e deverá ter um palestrante especial e três mesas de debates por dia. O público para este encontro será formado principalmente por profissionais de comunicação ligados a mídias e a assessorias de imprensa independentes e corporativas de ongs, governos e empresas. Também será reservada uma cota de lugares para estudantes de comunicação em todas as suas modalidades. O evento está formatado para receber 300 pessoas na platéia e cerca de 30 palestrantes.
Além das mesas de debates o 1° Encontro Latino-Americano de Comunicação e Sustentabilidade terá uma exposição de Tecnologias e Modelos para a Sustentabilidade, onde empresas e ONGs poderão mostrar o que vêm realizando nesta área.
Para a Envolverde a realização deste encontro é seguir em sua missão “Jornalismo pela Sustentabilidade”, buscando ampliar o debate sobre o tema e apoiar jornalistas, assessores de imprensa e publicitários em sua busca por novas pautas, que reflitam o momento de transição pelo qual passa a sociedade, a economia e a mídia em relação à sustentabilidade.
Mais Informações
Milene Gonçalves – milene@envolverde.com.br
Ana Maria Vasconcellos – anamaria@envolverde.com.br
(ECOBlog / Agência Envolverde)
Denúncia: EcoAgência sofre o mais grave atentado criminoso a um meio de comunicação do país neste momento.

Devido à ação de “hackers”, a Ecoagencia Solidária de Notícias Ambientais www.ecoagencia.com.br - foi tirada do ar hoje à tarde.
Criada e mantida pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ/RS), desde o dia 10 de maio a EcoAgencia vem sofrendo ataques quase diários de hackers, que inserem mensagens agressivas e retiram notícias do portal.
Para o NEJ/RS, esses ataques são um atentado ao direito à informação e à liberdade de imprensa, assegurados na Constituição Federal.
Não sabemos ainda os motivos por trás disso, mas não descartamos a possibilidade de sabotagem, em função da atuação da EcoAgência na denúncia de desmandos e atentados ao meio ambiente, contrariando poderosos interesses políticos e econômicos. É, no mínimo, uma coincidência.
Neste momento, trata-se do mais grave ataque a um meio de comunicação no país e quem sai perdendo é a sociedade, numa época na qual a informação ambiental se reveste de especial importância para o Brasil e o mundo.
Além do mais, isso configura um novo tipo de crime, que nem sequer está previsto no Código Penal e para o qual nossos organismos policiais não parecem ainda devidamente preparados para enfrentar.
A entidade apela, então, às autoridades competentes, às entidades representativas dos jornalistas, dos meios de comunicação e às entidades de defesa da cidadania, para que sejam tomadas providências contra este atentado criminoso.
E que situações como esta passem a fazer parte, definitivamente, das preocupações de quem quer realmente uma sociedade livre e democrática.
Já estamos tomando providências técnicas para a solução do problema, porém, diante da sua complexidade, não há prazo para que esta situação se normalize.
A diretoria do NEJRS/EcoAgência:
Ilza Maria Tourinho Girardi - Coordenadora
Ulisses A. Nenê - Diretor de Relações Institucionais
Sílvia F. Marcuzzo - Tesoureira
Reges Schwaab - Diretor de Comunicação
Adriana Rodrigues - Secretária Geral
Mais informações
Ilza Girardi – 51- 98518691/51- 32336012 ilza@ecoagencia.com.br
Ulisses Nenê – 51- 91152592 ulisses@ecoagencia.com.br
Silvia Marcuzzo – 51- 93416213/ 51-34073622 silvia@ecoagencia.com.br

Profissionais, professores, pesquisadores e estudantes de comunicação têm encontro marcado, de
Ele acontece no marco de duas comemorações emblemáticas: os 50 anos de fundação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e os 110 anos do nascimento de Câmara Cascudo, intelectual paradigmático que proferiu a lição inaugural da nova universidade e construiu uma obra monumental sobre a cultura popular.
Mídia, Ecologia e Sociedade será o tema central que norteará as discussões nas diversas mesas que compõem o congresso. Sua escolha deveu-se ao cenário e as pautas que diariamente estão presentes nos noticiários da imprensa mundial: desmatamento, aquecimento global, mudanças climáticas, derretimento das calotas polares, entre outros, que passaram também a invadir as peças publicitárias, em produções teatrais e cinematográficas, em criações musicais, audiovisuais e literárias. A participação de pesquisadores brasileiros e do exterior, e de profissionais em um fórum científico interdisciplinar para refletir especialmente sobre o tema e de questões relevantes e emergentes da área de Comunicação, como: consciência ambiental, mídia e comunicação ambiental, meio ambiente e divulgação científica, e responsabilidade socioambiental; proporcionarão debates e reflexões que irão sensibilizar a sociedade.
Para o presidente da INTERCOM o professor José Marques de Melo, a presente conjuntura, marcada pela aceleração dos desmatamentos e do aumento no consumo de derivados de petróleo, desafiam a comunidade acadêmica a refletir e a pesquisar sobre o impacto do meio ambiente nos processos de mediação simbólica. “Falar em mídia e ecologia na sociedade contemporânea, marcada pela aceleração desordenada de crescimento, pelas mutações, é se referir não apenas aos meios existentes, mas a novos e desconhecidos cenários. O mercado, diante disso, tem que se posicionar firmemente”, afirma.
Após cerca de duzentos anos de industrialização crescente e automação dos antigos processos artesanais – o que provocou um aumento considerável do consumo de energias não-renováveis no mundo todo e, em especial, nos países do Hemisfério Norte – o Homem começou a se dar conta de que o Planeta anunciava os primeiros sinais de desequilíbrio ambiental. Mesmo após a Eco-92 e o Tratado de Kioto, várias nações que compõem o bloco do G8 continuam a ignorar os problemas do meio ambiente em seus países e jogam suas “culpas” às nações pobres e em desenvolvimento.
Marques de Melo ressalta ainda a importância do evento para as novas gerações que estudam comunicação nas universidades brasileiras e para aqueles que desenvolvem suas atividades profissionais: “há mais de três décadas o nosso país vem pesquisando os fenômenos nacionais de comunicação. Esse conhecimento autóctone, gerado principalmente nos cursos de pós-graduação, nem sempre tem sido transferido para a sociedade”.
Falar hoje de um mercado e uma sociedade voltada as preocupações ecológicas é falar simplesmente de uma lógica de dispositivos e ações, linguagens e rotinas, de processos e relações que estão presentes na vida dos profissionais, docentes, alunos e ex-alunos, mas também na vida do conjunto da cidadania.
O Congresso
Desde a sua fundação em
Para
Já o INTERCOM 2008, conta em sua programação com convidados internacionais vindos da África do Sul, Estados Unidos, França, México, Portugal, Venezuela, Espanha, Inglaterra, Argentina, Moçambique e do Canadá, que participarão de painéis de debates, simpósios e conferências distribuídos em todos os dias do congresso. Já confirmaram sua presença figuras exponenciais da intelectualidade internacional, como os espanhóis Manuel Pares i Maicas, Margarita Ledo, Francisco Sierra e Bernardo Diaz Nosty, os portugueses Antonio Fidalgo, Jorge Pedro de Sousa e Luis Humberto Marcos, o cubano-mexicano Mário Nieves, os argentinos Gustavo Cimadevilla e Luis Albornoz, o mexicano Gustavo León e os brasileiros Carlos Eduardo Lins da Silva, Wilson Bueno, Gaudêncio Torquato, Carlos Chaparro, Luitgarde de Oliveira Barros, José Geraldo W. Marques, Norval Baitello Jr., Juremir Machado da Silva, Adisia Sá, Roberto Benjamin, Marcius Freire, Antonio Fausto Neto, Sinval Itacarambi, André Trigueiro, entre outros.
Dentre os vários temas que serão debatidos e apresentados, estão: A cegueira midiática nas questões ambientais; Comunicação a serviço da educação ambiental; O Jornal Nacional e Ciência; A bola na rede; Questões de gênero do diário esportivo Lance; Meio Ambiente tematizado no discurso jornalístico da Folha de São Paulo; Comunicação Cidadã; Wikipédia como espaço de interações e a redação coletiva; A inserção do repórter no relato da história: Chico Mendes, crime e castigo; O negócio da notícia na TV; Estudos de Blogs; A questão ambiental como pauta na Revista Veja; Hoje é dia de Maria: a influência das artes visuais nas direções de arte e fotografia; Pirataria, marketing e confrontos ideológicos: os paradoxos da visibilidade midiática do filme “Tropa de Elite; dentre outros.
Serviço
31° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – INTERCOM 2008
Locais:
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Universidade Estadual do Rio Grande do Norte
Universidade Potiguar
FATERN Gama Filho
Inscrições Abertas: até 06/08/08 pelo site www.intercom.org.br
Informações
William Lara
Coordenação Nacional de Comunicação e Imprensa – INTERCOM 2008
www.intercom.org.br
Por: Washington Novaes*
É quase impossível acreditar que não figurasse nas possibilidades antevistas pelo presidente da República - ao nomear outro ministro para coordenar o Plano Amazônia Sustentável, sem o conhecimento e a concordância da ex-ministra Marina Silva - a possibilidade de esta se demitir do Meio Ambiente. Por que terá ele escolhido esse caminho? Com o propósito de forçar sua saída? É possível que assim tenha sido. Para evitar, por exemplo, atritos com vários governadores (Mato Grosso, Rondônia, Pará) e com a quase totalidade da corporação político-econômica da Amazônia, com ela em confronto, em ano eleitoral. Há quem acredite que entre as razões se incluiria o início do processo de licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, no Baixo Xingu, mais problemática que as do Rio Madeira (basta ver o primeiro conflito com índios que protestavam esta semana contra a usina, entre eles a índia Tuíra, que, no final da década de 80, quando se discutia o mesmo projeto, encostou um facão no pescoço de um diretor da Eletronorte). Há também quem suponha que se tratou de prevenir um confronto com áreas militares no caso da demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em que já se antevê possibilidade de algum recuo do governo federal. Há quem veja a oposição da ministra à usina de Angra 3 e a outras nucleares que o governo decidiu implantar.
E que acontecerá a partir da saída da ministra e da ascensão de Carlos Minc? Será complicado. O presidente já decidiu manter na coordenação-geral do Plano Amazônia Sustentável o ministro Mangabeira Unger, e não outra pessoa, como anunciara o novo ministro. Não haverá novos recursos para chegar ao "desmatamento zero" naquele bioma (foi negada a Minc a liberação de R$ 1 bilhão contingenciados de royalties de hidrelétricas e empresas de saneamento) - e isso quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais confirma o aumento em curso do desmatamento e quando o Ministério continua a contar com pouco mais de 0,5% do orçamento federal para todas as suas atividades, inclusive a de montar estruturas de regulação fundiária, monitoramento e fiscalização em milhões de quilômetros quadrados. Será difícil ainda obter apoio do Executivo no Congresso para impedir que ali se aprovem medidas como o projeto que, na prática, reduziria de 80% para 50% em cada propriedade a reserva legal em áreas de florestas. E ainda ter fôlego para a discussão sobre asfaltamento da BR-163, saneamento, "transversalidade" no governo. É muito.
Pode-se tentar ver mais de perto o licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, projetada para gerar 11,5 mil MW, mas que, segundo especialistas, na época de seca só teria água para 4,6 mil MW (o que levaria, após o primeiro licenciamento, à estratégia de implantar outros reservatórios de novas hidrelétricas a montante, no mesmo rio, para garantir o armazenamento de água para a estiagem). Outros argumentos têm sido alinhados, como o da desnecessidade dessa implantação, diante de estudos que mostram a possibilidade de reduzir em até 50% o consumo nacional de energia, com investimento muitas vezes menor. A tecnologia de bulbos, prevista para a obra, também seria temerária.
O problema maior da ex-ministra parece haver sido o retorno de taxas maiores de desmatamento na Amazônia, embora muitos críticos atribuam a queda anterior não a méritos do Ministério do Meio Ambiente, mas em grande parte à baixa das cotações da soja e da pecuária durante três anos. Mas ela sofreu também derrotas em temas nos quais a posição de seu Ministério era a mais adequada para o País. Por exemplo, na aprovação dos alimentos transgênicos, com derrota no Congresso articulada pelo próprio Executivo e pelo partido a que pertence a ex-ministra. Ou na importação de pneus usados, em que prevaleceu a posição do Itamaraty. Ou no licenciamento (por um Ibama retalhado) das hidrelétricas do Rio Madeira, exigido pelo Ministério de Minas e Energia. Poderiam até ser motivo de orgulho para a ex-ministra essas derrotas. O problema está em haver aceitado derrotas articuladas por seus aliados no mais alto nível.
Há outros pontos questionáveis. Na transposição de águas do São Francisco, por exemplo, quando a ex-ministra deu entrevistas aprovando o projeto antes de licenciado pelo Ibama, a ela subordinado. Também no projeto de lei de gestão de florestas públicas, que recebeu críticas contundentes de muitos cientistas, nunca respondidas. Ou ainda na decisão de repassar a competência para licenciar desmatamentos a governos estaduais que não têm estruturas para tanto e são mais vulneráveis a pressões políticas e econômicas locais (o novo ministro anunciou que pretende continuar com essa política). Em alguns dos Estados onde houve o repasse, como Mato Grosso, Rondônia, Pará, o desmatamento voltou a crescer.
Ainda seria possível mencionar que se levou anos para criar no Ministério uma secretaria de mudanças do clima e que ainda não temos política definida para essa área crucial, fortemente relacionada com a Amazônia, já que 75% das nossas emissões, que nos colocam como o quarto país mais poluente, se devem a desmatamentos, queimadas e mudanças no uso da terra. Da mesma forma, a escassez de ações no bioma Cerrado, que está perdendo 22 mil quilômetros quadrados por ano.
Mais difícil que tudo, provavelmente, será conseguir o novo ministro que o País tenha uma estratégia territorial que lhe permita não apenas formular uma política adequada para a Amazônia, o Cerrado, o clima, mas principalmente colocar recursos e serviços naturais como o centro de todo o planejamento brasileiro. Eles - tem sido dito aqui - são hoje o fator escasso no mundo: biodiversidade, território, insolação, recursos hídricos, energias renováveis, "limpas" e alternativas (solar, eólica, marés, biomassas). São a nossa melhor possibilidade.
*Washington Novaes é jornalista
E-mail: wlrnovaes@uol.com.br
Chamada:
WebConferência:
“Sustentabilidade: Perspectivas e Gerações”
No próximo dia 5 de junho (Dia do Meio Ambiente), das 19h às 21h, acontecerá na sala do Chat do Taking IT Global (TIG) a WebConferência Sustentabilidade: Perspectivas e Gerações. O debate é uma oportunidade para a juventude brasileira discutir e compartilhar idéias, perspectivas e experiências sobre a questão da sustentabilidade.
Esta Webconferência é dirigida a jovens de todos os locais do mundo que tenham interesse nestaa temática ambiental. Os expositores convidados a falar sobre essa questão representam as atividades desenvolvidas por sua geração. A Webconferência é um evento que faz parte da Semana de Meio Ambiente e Sociedade que será realizada em Salvador-Ba, na Semana Internacional do Meio Ambiente, em junho de 2008.
A webconferência é uma realização do ECOBlog [www.efraimneto.zip,net], do Taking IT Global (TIG) [www.takingitglobal.org], da Envolverde [www.envolverde.com.br], e da REBIA [www.rebia.org.br], contando com o apoio institucional do PNUMA; Carta da Terra Internacional para a Juventude; Secretária de Meio Ambiente do Estado da Bahia; Prefeitura Municipal de Salvador - Superintendência de Meio Ambiente de Salvador e Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Entretenimento de Salvador e Instituto Diversidade e do Grupo ECOAÇÂO.
---------------
Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos ecômicos, sociais, culturais e ambientais de nossa comunidade humana. É promover um habitat mais eqüitativo, configurando a civilização e as atividades humanas, de modo que a sociedade, nas suas mais diversas gerações, possa “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”, como propõe o Relatório de Brundtland (1987). A sustentabilidade abrange vários níveis, desde a vizinhaça local até o planeta inteiro.
O termo que deu origem a sustentabilidade foi o desenvolvimento sustentável, um termo adaptado da Agenda 21, programa das Nações Unidas. Hoje, muitas pessoas referem-se ao termo “desenvolvimento sustentável” como um termo amplo pois implica em desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de desenvolvimento. “Sustentabilidade”, então, é hoje em dia usado como um temo amplo para todas as atividades humanas.
---------------
Quando:
Quinta-feira, 05 de junho, às 19h [GMT -3] [Horário de Brasília]
IMPORTANTE: Para saber a hora que corresponde ao seu país, veja uma lista mais abaixo.
Expositores:
- Vilmar Berna [Diretor Responsável pela REBIA]
- Dominic Stucker [International Youth Coordinator and IPS Program Coordinator]
- Gabriela Monteiro [TUNZA ALC]
Participantes:
Jovens dos distintos países da América Latina interessados em meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
Moderador:
Efraim Neto [Editor do ECOBlog]
Acesso a Sala:
É indispensável para ingressar a sala da webconferência, estar registrado na comunidade online TakingITGlobal.org e ter ingressado ao site com o seu login e senha.
Junte-se à lista de participantes da WebConferência.
Quem não está cadastrado, pode se cadastrar gratuitamente em:
http://br.takingitglobal.org/members/join/
Uma vez cadastrado, pode ingressar a sala do chat em:
WEBCONFERÊNCIA: http://chat.takingitglobal.org
Os requisitos técnicos para poder participar são: Acesso a Internet de banda larga y caixa de som ou fones de ouvido.
É recomendado ingressar a sala da webconferência 10 minutos antes do horário do início para provar o sistema e resolver qualquer dificuldade técnica que possa aparecer.
ECOBlog [www.efraimneto.zip.net]
O ECOBlog é um blog semanal que trata de debater temas ligados ao meio ambiente, contendo comentários sobre a área e um enfoque sobre a mídia e as suas pautas para estes assuntos. Sendo, então, formulado por artigos, entrevistas e participação de alguns convidados.
Rede Brasileira de Informações Ambientais – REBIA [www.rebia.org.br]
O Projeto REBIA – Rede Brasileira de Informações Ambientais é uma iniciativa do Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente, escritor, jornalista e ambientalista Vilmar Sidnei Demamam Berna, em parceria com diversas pessoas e organizações, e tem por objetivo contribuir com a formação da consciência ambiental e mobilização da Sociedade para um mundo melhor, mais ecológico e também mais justo, fraterno, democrático.
Envolverde [www.envolverde.com.br]
A Agência Envolverde foi criada em 1995 para administrar no Brasil o Projeto Terramérica, realizado em parceira com a Agência Inter Press Service (IPS) e com os Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud). Desde então vem se especializando na cobertura de temas relacionados ao meio ambiente, desenvolvimento humano, educação e cidadania planetária. Em janeiro de 2005 nasce a Envolverde – Revista Digital, que reúne todo o conteúdo jornalístico produzido pela equipe da Envolverde em uma única publicação digital, realizada em parceria com a AW4 Tecnologia.
TakingITGlobal [www.takingitglobal.org]
TakingITGlobal é uma organização juvenil internacional que se propõem a conectar jovens de todo o mundo por meio das novas tecnologias da informação e comunicação, constituindo ferramentas, oportunidades e recursos para que encontrem inspiração, informação, envolvimento e informação, participando e construindo ações para melhorar as suas comunidades.

Desde o final do primeiro mandato de Lula (2006), já estava claro que Marina Silva não era bem vinda às discussões que envolvessem o desenvolvimento econômico em nosso país. A voz da ex-ministra permanecia e permaneceu solitária neste governo. O Brasil está sendo extremamente elogiado pelo seu desenvolvimento econômico – entretanto, e isso de deve também à cegueira ambiental de nossa imprensa e governantes, que acreditam que o meio ambiente no Brasil seja apenas a Amazônia –, e se deve à imposição econômica e estrutural de nosso governo sobre as mais diversas áreas e ecossistemas de nosso país. Seja no Nordeste com a transposição do Velho Chico, seja no Sudeste com o crescimento populacional, o que continua valendo e importando para o nosso governo é o PAC, a qualquer custo.
É mais do que certo que diversos fatores levaram Marina a tomar essa decisão na tarde da última terça. Definitivamente o MMA não influenciou nenhuma das ações de políticas públicas deste governo. Infelizmente, foi muitas vezes derrotada nas principais batalhas que travou, sendo a primeira as questões relacionadas à transgenia. Indignada com o Planalto, Marina não escondia o descontentamento com o destino de um dos seus principais projetos. Na semana passada, foi lançado no Palácio do Planalto o Plano Amazônia Sustentável (PAS), um programa alimentado pela ministra desde a sua estréia na Esplanada dos Ministérios, em 2003. E importante ressaltar que em muitas ações que exigiam uma opinião ou um vigor mais árduo do MMA, ela se omitiu; exemplos: transposição do Rio São Francisco e o Cerrado. Uma fonte do Governo informou que ainda deverão pedir demissão o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobiano, e o presidente do IBAMA, Bazileu Margarido.
Marina foi extremamente fritada durante os seus últimos dois anos de governo. Era perceptível que Lula havia afastado a ax-ministra de diversos processos e planejamentos governamentais. As diversas derrotas levaram a imagem de Marina ao desgaste (no exterior ela impera como um grande símbolo ambiental) quase que total para os governantes. Nesse momento seria muito complicado para o Governo Federal demiti-la – não faltaram “motivos”, desde as hidrelétricas no rio Madeira até as fortes criticas ambientais ao PAC. Entretanto, essa ação seria extremamente desgastante para Lula e sua turma. É aqui que se inicia o descarado processo de exclusão de ex-ministra. Vale a pena lembrar-se do Medica Provisória que fatiou o IBAMA em dois, criando o insignificante Instituto Chico Medes (para facilitar as vontades do PAC). A saída de Marina culmina na reversão das expectativas (já perdias desde o lançamento do PAC) que a sociedade possuía com relação à possibilidade de um desenvolvimento econômico sustentável neste país.
A sua “retirada” do MMA já indica exatamente o que o próximo sucesso deve sofre com um governo que bate recordes econômicos a cada dia que passa. Já se percebe (eu acredito muito nisso) que Carlos Minc deva atender à alguns pedidos do Governo, não só por sua procedência e formação políticas (o PMDB tem a característica de ser o famoso “puxa saco” do poder), mas sim pelo que fez no Rio de Janeiro. O novo ministro do meio ambiente aprovou às pressas e por baixo do pano licenças ambientais para obras de construção do Complexo Petroquímico da Petrobras em Itaboraí-RJ, como conseqüência dessa atitude teremos destruídos 2 APA’s federais. Vale também lembrar que existe um relação muito próxima entre Minc e alguns grupos luso-espanhóis de especulação imobiliária. (Isso é apenas o começo). Possa ser que Minc tenda a evitar atritos com a vanguarda interna do desflorestamento, para procurar seus adversários o mais longe possível de Brasília. E é longe do Brasil, no exterior, que Marina Silva fará falta. Sem ela, o presidente Lula perde a última ficha para freqüentar mesas de quem aposta no futuro da floresta.
A ex-ministra começou a amadurecer a decisão de saída bem antes do que todos imaginam. Há cerca de seis semanas, ela havia avisado a um grupo muito próximo de assessores que talvez fosse o momento de começar a se preparar para o Senado. Disse, no entanto, que não faria nada precipitadamente e que sua saída do ministério, se realmente ocorresse, aconteceria lá para fins de julho, início de agosto. (Fonte: André Trigueiro). Marina já tinha luz própria antes de ir para o governo e emprestou seu prestígio e credibilidade à ele durante estes mais de cinco anos.
Como aponta bem Liliana Peixinho, nove itens podem ser apresentados para justificar o discurso de Marina Silva (ontem, em sua primeira coletiva como ex-senadora) - "É uma questão de que você vai vendo um processo que cumulativamente as coisas estão andando, estão acontecendo e você percebe que começa a haver uma estagnação. E aí criar um novo acordo, com novo ministro (é a solução)”, acrescentou.
1- Foram aprovadas variedades de milho transgênico, que vão trazer enormes prejuízos para toda a agricultura familiar e camponesa. O milho tem uma fertilização aberta, com o pólen viajando a distâncias grandes, o que representa um risco de contaminação de um enorme estoque de sementes crioulas, com base genética ancestral dos povos indígenas.
2- Foram liberadas uma série de obras dentro do chamado PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), especialmente de usinas hidrelétricas, sem levar em consideração os impactos ambientais e sociais, como planos para o re-assentamento das famílias atingidas por barragens.
3- A aprovação da MP-422 legaliza a grilagem de terras na Amazônia em propriedades controladas de forma irregular até
.
4- O projeto de transposição do Rio São Francisco desconsidera as precauções com a preservação e ignora os impactos ambientais no leito do rio e nos canais.
5- As empresas de papel e celulose implementam projetos para a expansão da monocultura do eucalipto em imensas áreas, desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, desrespeitando a legislação brasileira com a instalação de desertos verdes.
6- A expansão da monocultura da cana-de-açúcar, para a produção e exportação do etanol, trará enormes prejuízos para o meio ambiente, em especial no estado de São Paulo e na região do Cerrado no centro-oeste do país.
7- Não há uma posição clara do governo contra o projeto do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que reduz a área de floresta mínima por imóvel para 50% na região da Amazônia, sendo chamado pelos movimentos sociais de "Floresta Zero".
8- O governo não se empenhou na fiscalização para garantir a aplicação da lei que determina que todos os alimentos transgênicos sejam rotulados com um símbolo para identificação e uma advertência. Com isso, poucas empresas cumprem a determinação legal.
9- As linhas da política para as florestas brasileiras não são claras e, com isso, diversos setores têm duvidas sobre sua eficácia, avaliando que algumas iniciativas podem contribuir para a desnacionalização e privatização de um patrimônio do povo brasileiro e da Nação.
Depois de todas essas modificações. Desde a saída de Marina até as ações desesperadas de nosso Governo de encontrar alguém à altura da ex-ministra, nos restam as seguintes perguntas:
1- A facilidade de licenciamento das obras do PAC pelo PAS?
2- Dois órgãos ambientais divididos e em sem verbas?
3- Um Distrito Florestal de papel?
4- A questão indígena em seu pior momento, apesar disso não ser uma atribuição do MMA ela tinha poder político para intervir.
5- Os índices de desmatamento crescendo a cada boletim do Inpe?
6- As mudanças sobre reserva legal em plena votação no Congresso?
7- O Mangabeira Unger e suas grandes idéias para Amazônia?
8- E as questões apresentadas na semana passada pelo General Augusto Heleno?
9- E as ações da III Conferência Nacional do Meio Ambiente/
Para ser sincero acredito que daremos passas para trás e, somente após a saída deste novo ministro (acredito que não deva durar muito) e devido à pressão internacional, o Brasil deverá assumir realmente um linha de desenvolvimento sustentável (no conceito da ONU; porque se deixar para a compreensão brasileira de Desenvolvimento Sustentável, teremos ainda que engolir muitas CPI’s no Planalto).
'Setores importantes do governo' teriam se oposto a sua atuação no ministério. Marina não cita nomes na carta e diz que sua saída é em 'caráter irrevogável'
“Dilma, eu disse que você é a mãe do PAC. Ninguém como você, Marina, para ser a mãe do PAS. De mãe em mãe, vocês percebem que estou criando a nova China aqui”.”
- Lula, na semana passada, durante o lançamento do Programa Amazônia Sustentável (PAS)

Passado apenas 3 dias do fim da nossa III Conferência de Meio Ambiente e quase 1 semana da promoção do Programa Amazônia Sustentável, Marina Silva entrega no início dessa tarde a sua carta de demissão ao Palácio do Planalto. A carta e a forma que foi realizado o pedido de desligamento irrevogável, irritaram Lula, segundo disse a sua Assessoria.
Com o pedido de demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente (MMA), acredito que Lula tenha dado um passo largo para tornar o Brasil a nova China. O que não consta nesse depoimento, é que este país almejado pelo nosso presidedente é um dos maiores poluidores do mundo. O que nos resta é saber se a intenção de nosso “queridíssimo” presidente seja o mesmo que o desse grande país Asiático – destruir todas as nossas reservas ambientais em prol do desenvolvimento. Será essa a sua intenção?
Desde o início de sua gestão, Marina Silva sempre enfrentou fortes resistências com relação ao embate entre desenvolvimento e meio ambiente. Desde o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), essa relação havia se agravado mais. O ápice dessa crise ocorreu com o mal-estar entre Marina Silva e Dilma Rousseff (Casa Civil) e o motivo estava relacionado ao leilão das usinas de Santo Antônio e Jarau, no rio Madeira (RO)
Para muitos, são três motivos que pesaram na decisão de Marina – Plano da Amazônia Sustentável (nas mãos de Mangabeira Unger, e o plano era da Marina); embate com governantes envolvidos em desmatamento e a cobrança intensa de seriedade às questões ambientais.
O que é certo é: Marina volta sim para o Senado - reassumir o mandato, que termina em 1º de janeiro de 2011. Ela ocupará o lugar do suplente Sibá Machado, também do PT do Acre. Entretanto outras perguntas surgem: O que vai acontecer com Capobianco? Quais políticas do MMA vão continuar e quais vão mudar?
Para substituir Marina Silva, Lula pena em o Sr. Carlos Minc, secretário de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro. O mais engraçado é que é mais uma pasta do governo federal que pode ir para as mãos do PMDB. Para Gabeira, a entrada de Minc no MMA pode significar mudanças nas concessões de licenças.

Veja mais: